Jogadores da NHL se adaptam a uma realidade atípica em Milão.

Field Level MediaField Level Media|published: Tue 10th February, 11:57 2026
Auston Matthews of United States and teammates during trainingMilano Cortina 2026 Olympics - Ice Hockey - Men's - United States of America Training - Milano Santagiulia Ice Hockey Arena, Milan, Italy - February 08, 2026. Auston Matthews of United States and teammates during training

MILÃO, Itália -- As estrelas da Liga Nacional de Hóquei (NHL) estão se adaptando a diferentes rinques, regras e rotinas nos Jogos de Milão-Cortina, onde rivais que se tornaram companheiros de equipe competirão pelo ouro a partir de quarta-feira, após 12 anos de ausência da NHL nas Olimpíadas.

O torneio é a realização de um sonho para os jogadores que tiveram que esperar para competir nos Jogos depois que a NHL optou por não participar em 2018 e 2022 - mesmo que isso altere drasticamente a rotina diária rigorosamente planejada para muitas das estrelas multimilionárias da liga.

"Na NHL, existe rotina", disse o finlandês Sebastian Aho, um artilheiro prolífico do Carolina Hurricanes.

"Você patina de manhã no mesmo horário, joga na maior parte do tempo no mesmo horário, conhece todas as pistas, conhece todos os jogadores. Não estou dizendo que seja fácil, mas pelo menos é familiar."

TEMPO ESCASSO PARA ADAPTAÇÃO

A NHL iniciou seu recesso olímpico na sexta-feira, menos de uma semana antes do início do torneio masculino, marcado para quarta-feira.

Isso deixa pouco tempo para os jogadores se adaptarem aos novos companheiros de equipe e às superfícies de jogo olímpicas, que são mais curtas do que uma pista típica da NHL, bem como à abordagem um pouco mais branda da Federação Internacional de Hóquei no Gelo em relação ao jogo.

"As regras são um pouco diferentes aqui. Obviamente, é importante não cometer faltas ou ficar no banco de reservas", disse o atacante Sam Bennett, que foi uma adição de última hora à seleção canadense.

As brigas, comuns no mundo brutal do hóquei no gelo da NHL, são estritamente proibidas nas competições da IIHF há muito tempo, e os jogadores chegam aos Jogos cientes das restrições que enfrentarão em Milão.


"Todos estão cientes disso e pensando a respeito, mas ao mesmo tempo você ainda quer jogar com a mesma garra", disse o americano Brock Nelson, centro do Colorado Avalanche.

TÉCNICOS BUSCAM TRANQUILIDADE ANTES DO TORNEIO

O retorno das estrelas da NHL às Olimpíadas pela primeira vez desde 2014 provou ser um dos grandes destaques destes Jogos, com repórteres lotando os treinos - quando permitido.

Algumas equipes que treinam no complexo Santagiulia Arena, construído do zero, fecharam alguns de seus treinos para a imprensa nos dias que antecederam o torneio, incluindo a favorita Canadá na segunda-feira.

"Isso só foi feito porque a pista é muito pequena", disse o técnico do Canadá, Jon Cooper, às dezenas de repórteres que se aglomeravam ombro a ombro no centro de treinamento menor, adjacente à arena principal, para uma entrevista coletiva após o treino.

"São apenas distrações e pessoas, há problemas em ter tanta gente aqui", disse ele sobre a pista de treino.

O técnico da seleção sueca, Sam Hallam, disse que a opção de encerrar o treino ofereceu um pouco de serenidade dentro da atmosfera olímpica.

"Às vezes, é bom ter essa tranquilidade", disse Hallam aos repórteres na terça-feira, um dia antes de sua equipe iniciar a campanha olímpica contra a Itália, país anfitrião.

"Não há mistérios, não vamos inventar nada de novo. Mas manter um pouco de calma é bom."

--Reuters, especial para a Field Level Media

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