Projeto de lei bipartidário visa proibir apostas esportivas em mercados de previsão.

Field Level MediaField Level Media|published: Mon 23rd March, 12:22 2026
Syndication: USA TODAYPresident Joe Biden preemptively pardoned Rep. Adam Schiff, D-Cali on his final day as president on Jan. 20, 2025.

Um projeto de lei bipartidário proposto na segunda-feira busca impedir que os mercados de previsão ofereçam apostas em eventos esportivos.

A legislação restringiria plataformas como Kalshi e Polymarket, bem como outras entidades registradas na Comissão Federal de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), de listar ou disponibilizar qualquer "acordo, contrato ou transação relacionada a qualquer evento esportivo ou competição atlética". Também proibiria contratos semelhantes para jogos de cassino, como blackjack e pôquer.

Os senadores americanos Adam Schiff (democrata da Califórnia) e John Curtis (republicano de Utah) apresentaram o projeto de lei para emendar a Lei da Bolsa de Mercadorias.

Embora as apostas esportivas tradicionais sejam regulamentadas pelos estados, os mercados de previsão utilizam um mecanismo de negociação diferente, que está sob supervisão federal.

"Os contratos de previsão esportiva são apostas esportivas — apenas com um nome diferente", disse Schiff em um comunicado. "Esses contratos são oferecidos atualmente em todos os cinquenta estados, em clara violação das leis estaduais e federais."


"Chegou a hora de o Congresso intervir e eliminar essa brecha que viola as proteções estaduais ao consumidor, invade a soberania tribal e não gera receita pública."

Curtis afirmou que a Lei de Previsões sobre Jogos de Azar (Prediction Markets Are Gambling Act) foi criada para respeitar a autoridade dos estados, proteger as famílias e manter "produtos financeiros especulativos fora de áreas onde não deveriam estar".

"Muitos jovens em Utah estão sendo expostos a apostas esportivas viciantes e contratos de jogos de cassino que deveriam estar sob controle estadual, e não sob regulamentação federal", disse Curtis em um comunicado.

A porta-voz da Kalshi, Elisabeth Diana, rebateu em um comunicado que os mercados de previsão regulamentados pelo governo federal "oferecem uma escolha mais justa aos consumidores, sem nenhuma casa que restrinja os vencedores e prenda as pessoas quanto mais elas perdem".

"Proibir apostas esportivas em mercados de previsão regulamentados apenas transferiria esse comportamento para o exterior, onde não existe regulamentação", disse Diana, segundo o Front Office Sports. "É evidente que este projeto de lei é motivado por interesses de cassinos que se sentem ameaçados pela concorrência. Eles estão mais preocupados em proteger seus monopólios do que em proteger os consumidores."

Os mercados de previsão dispararam em popularidade nos EUA recentemente, com mais de US$ 1,2 bilhão em negociações no dia do Super Bowl do mês passado, segundo a NBC News.


--Mídia de Nível de Campo

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