Será que veremos Mikaela Shiffrin nos Jogos de 2030? "Não sei."

Field Level MediaField Level Media|published: Thu 19th February, 16:47 2026
Olympics: Alpine Skiing-Womens SlalomFeb 18, 2026; Cortina d'Ampezzo, Italy; Gold medalist Mikaela Shiffrin of the United States celebrates during the medal ceremony for the women's slalom during the Milano Cortina 2026 Olympic Winter Games at Tofane Alpine Skiing Centre. Mandatory Credit: Michael Madrid-Imagn Images

CORTINA D'AMPEZZO, Itália -- Mikaela Shiffrin ainda tem mais recordes para quebrar, mais vitórias para comemorar e, certamente, mais medalhas para pendurar no pescoço.

Mas a esquiadora alpina mais bem-sucedida da história da Copa do Mundo, e uma das maiores de todos os tempos, teve dificuldades na quinta-feira para enxergar muito além das Olimpíadas de Milão-Cortina quando questionada sobre seu futuro no esporte.

"Não sei se tenho uma resposta para isso", disse o americano à Reuters.

"Estou muito focado agora. Ainda falta muito para o fim da temporada. É um grande objetivo para mim competir pelo título geral. E ainda tenho potencialmente de quatro a seis corridas pela frente."

"Há tantas coisas para aguardar com expectativa."

"Sinto que algum tipo de transição na minha carreira está se aproximando, mas não sei como será e nem como descrevê-la."

MAIOR NÚMERO DE OUROS CONQUISTADOS POR UM ESQUIADOR ALPINO AMERICANO

Aos 30 anos, ela agora detém o recorde de medalhas de ouro olímpicas conquistadas por uma esquiadora americana, além de um recorde de 108 vitórias na Copa do Mundo.


O título de slalom conquistado na quarta-feira foi sua terceira medalha de ouro olímpica desde a primeira, em 2014, e ela agora soma um total de quatro medalhas olímpicas.

Nos campeonatos mundiais, Shiffrin possui 15 medalhas, sendo oito delas de ouro.

A americana, que está noiva do esquiador norueguês Aleksander Aamodt Kilde, também está em busca de seu sexto globo de cristal na classificação geral da Copa do Mundo, tendo já conquistado o menor globo de cristal do slalom pela nona vez, um recorde.

"Saio para treinar todos os dias e adoro", disse ela. "Adoro esquiar, adoro treinar e adoro praticar."

"Então, não sei como serão os próximos quatro anos. Quatro anos parecem muito tempo, mas também passam muito rápido. Então, eu poderia te dizer algo agora e, daqui a quatro anos, já estaríamos tipo, 'Ah. Ops.'"

Na quarta-feira, Shiffrin falou emocionada sobre a dificuldade de competir sem a presença de seu pai, que faleceu em 2020, a conexão silenciosa que sentiu após cruzar a linha de chegada e a nova realidade.

"Eu queria, e realmente fiquei com raiva e ressentida com as pessoas que falam sobre sentir a presença de seus entes queridos após a morte deles", disse ela na quinta-feira.

"E eu já quis falar com meu pai tantas vezes, tentei conversar com ele, mas ele não responde. E isso me deixa com raiva."

"Nesta corrida, talvez tenha sido a primeira vez em que pensei que podia simplesmente falar com ele e ele não precisava responder. E talvez essa tenha sido a chave para aceitar: a realidade de que posso ganhar uma medalha e ele não está aqui para ver."


--Reuters, Especial para Field Level Media

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