A italiana Federica Brignone vence o slalom gigante; Mikaela Shiffrin termina em 11º lugar.
Mikaela Shiffrin of the United States in action during her second run in the women's giant slalom on Sunday in Belluno, Italy, at the Milan Cortina Olympics. She finished in 11th place, CORTINA D'AMPEZZO, Itália -- A italiana Federica Brignone conquistou a dobradinha de ouro em casa nos Jogos Olímpicos de Inverno neste domingo, somando o título do slalom gigante ao super-G vencido na quinta-feira passada, enquanto a grande esquiadora alpina americana Mikaela Shiffrin mais uma vez ficou sem medalha.
A sueca Sara Hector, campeã em Pequim 2022, dividiu a medalha de prata com a norueguesa Thea Louise Stjernesund, com ambas registrando tempos idênticos nas duas descidas, numa prova decidida por detalhes mínimos.
A italiana Lara Della Mea terminou em quarto lugar, perdendo o pódio por uma diferença agonizante de 0,05 segundos, com a austríaca Julia Scheib, favorita antes da prova e líder da Copa do Mundo de slalom gigante, outros 0,02 segundos atrás, em quinto lugar.
Brignone, que só retornou à Copa do Mundo de Esqui Alpino em janeiro após uma grave lesão na perna que ameaçou sua carreira, venceu por 0,62 segundos.
Ela dominou a primeira descida sob um sol radiante na pista Olimpia delle Tofane e, em seguida, adotou uma abordagem mais cautelosa, com a medalha ao seu alcance.
"Foi uma descida muito fácil, porque a neve estava muito macia", disse o atleta de 35 anos, que agora detém os títulos mundial e olímpico.
"Eu estava quase calma demais", disse ela sobre a segunda corrida. "Tinha medo de não ser agressiva o suficiente."
Nenhuma outra esquiadora alpina italiana jamais conquistou duas medalhas de ouro individuais nos mesmos Jogos. Brignone é agora a medalhista de ouro olímpica mais velha no esqui alpino, bem como a medalhista feminina mais velha.
Shiffrin, sétima colocada após a primeira descida de uma disciplina que tem sido desafiadora para ela desde uma queda feia em 2024, perdeu novamente a chance de uma medalha olímpica ao terminar em 11º lugar em um percurso definido por seu treinador.
A esquiadora mais vitoriosa da história da Copa do Mundo, com um recorde de 108 vitórias, Shiffrin não conquista uma medalha olímpica desde 2018, após não ter ganhado nenhuma em Pequim, e agora só precisa da prova de slalom para acabar com esse jejum.
Ela será a favorita para esse título, tendo vencido sete das oito provas de slalom da Copa do Mundo nesta temporada.
--Reuters, especial para a Field Level Media
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